Estudo revela: #Pinheirinho não é caso isolado

As cenas da brutalidade do estado na desocupação do bairro do Pinheirinho em São José dos Campos, chamaram a atenção de muitos blogueiros para o tratamento que governos, notadamente do PSDB, tem dado à questão social.

Embora alguns defensores da medida tentem, o caso não deve ser reduzido a uma questão técnico-jurídica (que em si também é discutível).

Estudo de pesquisadores da Universidade do Vale do Paraíba revela uma verdadeira política de segregação espacial na cidade de São José dos Campos.

O artigo de Luiz Gustavo Forlin e Sandra Maria Fonseca da Costa pode ser conferido em:
 http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/15505

A pesquisa revela dados estarrecedores, primeiro desnudando a postura higienista da municipalidade, cuja politica habitacional remonta a meados da década de 90, com a política de desfavelização (remoção de favelas para áreas afastadas), passando pelo discurso anti-migratório (oferta de passagens) até a negação de acesso a serviços públicos universais a quem participasse de ocupações ilegais (creche, cesta-básica, socorro pela defesa civil, etc).

Outro aspecto revelado pela pesquisa e que chama a atenção é a desmitificação do perfil demográfico dos moradores: 80% eram moradores da própria cidade, mais da metade eram menores, e cerca de 20% estavam inscritos em programa habitacional.

A conclusão é contundente: a política higienista e de segregação espacial responde a necessidades ditadas pelo modelo capitalista e seu impacto no perfil  de transformação da cidade em um centro urbano. 

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