A Copa, as Olímpiadas e a chegada da família real


Em 1808, com a chegada da família real ao Brasil, saída às pressas de Portugal ante a invasão por tropas de Napoleão, havia a necessidade de alojamento da corte (pois não veio só a família, mas um grande contingente de agregados).
Para prover acomodação a todos, a cidade do Rio de Janeiro foi vasculhada e, onde encontrada alguma moradia digna, seus residentes eram postos pra fora e a casa era identificada com a pintura na porta principal da sigla "P. R.".
A sigla, cuja intenção inicial deveria significar Príncipe Regente, caiu na boca do povo como sinônimo de "Ponha-se na Rua".
A história se repete duzentos anos depois.
Numa audiência pública convocada para discutir a truculência das desapropriações, o representante do Ministério Público estadual chegou a igualar a atitude da prefeitura ao nazismo.
Esclarecedora foi a afirmação de um Subprocurador: “A Prefeitura vai lá e pinta uma sigla na casa dos moradores: SMH, Secretaria Municipal de Habitação. Isso me remonta os nazistas que marcavam as casa dos judeus” (uol notícas 22/06./2011).
A mim, lembra o P.R. da época colonial. Seria isso indicativo de alguma inclinação monarquista do prefeito do Rio, Eduardo Paes?


D. Paes

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